Este post foi publicado há mais de noventa dias, e as informações aqui contidas podem estar desatualizadas ou mesmo não terem mais nenhuma validade. Não nos responsabilizamos por eventuais mal entendidos.Às vezes, ficamos tão obcecados em resolver determinado tipo de problema que nos condicionamos a pensar que tudo que acontece de errado é apenas variação daquele problema a que estamos bitolados.
Na semana passada, em viagem a Porto Alegre, passei na casa de um amigo para trabalhar. Ele havia recém inaugurado sua nova conexão de 10Mbps, com direito a modem e roteador sem fio novos. Exceto pelo estresse de entender a senha da rede sem fio, foi muito simples, questão de poucos segundos, para estar conectado e trabalhando.
Mas ao tentar enviar a primeira resposta a um ticket de suporte para um VIP da PortoFácil, um problema surgiu: o formulário não era enviado.
Condicionado a resolver problemas, logo imaginei que fosse o banco de dados que estivesse com problemas. Uma revisão rápida nas configurações, e nada de errado. Ativei o log de todas as ações e constatei que nenhum, absolutamente nenhum comando que eu enviasse, mesmo pelo phpMyAdmin, funcionava. Fui para a linha de comando, e lá o MySQL funcionava.
Desespero, preocupação: “faz muito tempo que não entra ticket, aposto que os clientes não conseguem nem se comunicar.”
Como eu uso um servidor de MySQL dedicado para o sistema de suporte da PortoFácil (e para o blog, e para meus blogs pessoais também) imaginei que o problema pudesse ser no link entre eles, na configuração da máquina, em qualquer coisa. Toca migrar banco de dados para o localhost para resolver o problema e… nada!
Nessa tensão toda, quatro horas se passaram, e a preocupação com os clientes era crescente. De repente meu amigo aparece: “Janio, que estranho, não estou conseguindo logar no banco pela rede sem fio.”
Muito mais cabeça fria do que eu, meu amigo pegou o telefone e ligou para o 0800 da Dlink (fabricante do modem e do roteador sem fio), e em questão de meio minuto foi orientado a alterar o MTU do access point, resolvendo definitivamente o problema.
Às vezes, o senso de responsabilidade pode beirar a prepotência, que não deixa de ser uma forma de burrice!
