Como viver feliz para sempre com seu provedor de hospedagem

1138686_person_agreementUma das maiores dificuldadesde quem vai contratar um plano de hospedagem reside justamente na complexidade que uma escolha dessas implica. E depois de escolhido o fornecedor de hospedagem, as dificuldades residem justamente na manutenção de um bom relacioamento entre as partes (cliente e fornecedor).

Inspirado por um artigo em Inglês que li hoje resolvi aproveitar as idéias para escrever este despretensioso guia para escolha de uma boa hospedagem, ou de como avaliar se o seu servidor atual é adequado para você ou não.

Vale sempre lembrar que embora você seja o cliente, você nem sempre pode fazer o que bem entender com o seu site.

Por exemplo, os clientes da PortoFácil podem fazer tudo o que bem entenderem, contanto que não enviem e-mail em massa (spam) nem firam qualquer lei vigente. Só isso.

Mas voltando ao ponto, a primeira dica é: não se deixe cegar ao procurar exclusivamente por preço.

Um serviço de hospedagem é uma empresa como qualquer outra, que tem despesas para existir: aquisição ou leasing de servidores, conectividade, energia elétrica, impostos, salários, aluguel, etc. Em linhas gerais, todos sabemos que milagres não existem, e se você decide pagar um valor simbólico pela hospedagem de seus sites, vai obter serviços simbólicos em troca. Não que alguns serviços de hospedagem barata não seja razoáveis, mas estes são honrosas exceções.

E normalmente hospedagens baratas têm letras miúdas, condições das quais você só vai se dar conta quando infringir alguma das regras. Por exemplo: há quem venda hospedagem ilimitada, em termos de espaço em disco e banda mensal, mas não hesitam em derrubar seu site caso ele consuma um certo processamento, sem nem avisar.

Alguns pontos que você deve perguntar sempre antes de escolher um plano de hospedagem, em minha opinião:

  • política de backups da empresa;
  • garantia de uptime;
  • políticas de cobrança;
  • limitações de uso de banco de dados;
  • limitações quanto a subdomínios;
  • limitações quanto a domínios adicionais e estacionados;
  • políticas de FTP;
  • instaladores automáticos para os sistemas mais populares.

1050376_network__lightsUma das questões mais delicadas diz respeito justamente ao “uptime”, ou seja, o tempo que os serviços permanecem funcionando sem falhas. Resumindo em uma frase: não existem serviços imunes a falhas.

Explico.

Existem três fatores principais para que alguém possa perceber um site como em funcionamento perfeito: o computador do cliente, o servidor, e toda a rede interligando essas duas pontas.

É justamente por causa desta variável — a rede conectando as duas pontas — que é tão difícil de garantir uptime: a natureza da Internet implica que não exista um único responsável pela interconexão das máquinas. Simplificadamente: partir do cliente (a máquina que acessa um site) temos a estrutura de rede do provedor de acesso, a estrutura de rede do backbone, a estrutura de rede do datacenter que hospeda o servidor, e só então o servidor propriamente dito.

Aliás, há vários mitos com os quais é bom que você esteja familiarizado, além da “garantia de uptime” eterno.

Para começar, largura de banda ilimitada non ecziste, como diria o Padre Quevedo. Nem espaço em disco, nada ilimitado e ilimitado de verdade (leia mais aqui). Normalmente o que acontece é que o cliente compra um plano com uma transferência mensal absiurda, ou ilimitada, e acaba sendo convidado a se retirar do servidor por consumo de CPU.

Outro argumento de venda muito forte que alguns provedores de hospedagem andam utilizando é o de 20 dias, 30 dias, n dias grátis para testar. Pior ainda se a ativação da conta for instantânea. Veja: você tem website, dedica-se e trabalha nele durante uma considerável fatia do seu tempo; você certamente é do tipo de pessoa que entende que um negócio não funciona se não tiver receita, tanto quanto sabe que o serviço de qualidade que você quer demanda que você pague o valor justo correspondente. Contudo, quem mais se aproveita dessas ofertas de hospedagem gratuita por tantos dias são os spammers, os golpistas, que instalam em um servidor limpo e de boa reputação seus sistemas abjetos de envio de lixo eletônico, ou suas páginas de enganação. Eu não quereria, em hipótese alguma, ter um site meu no mesmo servidor que um site desses, que vão consumir recursos de processamento por um mês, e na hora de começar a pagar vão dar o fora sem nem olhar pra trás.

Aliás, cabe salientar que “ativação instantânea” só se for da conta, pois mesmo sites novos demoram tempo para que ocorra a propagação de DNSs. Em caso de transferência de servidores o tempo de propagação pode ser ainda maior.

Falando mais especificamente de servidores compartilhados — no nosso caso é a Via Hospedagem quem provê hospedagem compartilhada — um dos fatores importantes mas frequentemente negligenciados é a questão da “vizinhança”: quais são os outros sites hospedados no mesmo servidor que os seus? O que você acha de dividir o mesmo IP com eles? A propósito, os sites dos “vizinhos” carregam rápido? São estáveis?

A principal razão para escolher bem a vizinhança do seu site é a mesma para escolher bem onde você vai morar: caso um dos vizinhos cometa uma falta (como enviar spam ou distribuir malware), quais as chances de esse problema vir a prejudicar você?

Recentemente passamos por um problema assim (Problemas com spam no servidor Qumran). De fato, o problema nem foi na nossa vizinhança, e sim numa cidade próxima, para manter a metáfora. Foi um outro servidor que estava no mesmo segmento de rede que o nosso servidor, que acabou por prejudicar além de noós tantos mais quantos fossem os servidores ligados a essa rede. Não é normal acontecer, mas haja vista a dificuldade em resolver o problema resolvemos desativar o servidor Qumran.

De maneira geral, recomendamos que se evitem vizinhanças que incluam sites de torrents, índices de downloads de sites peer-to-peer, ou que ensinem — mesmo que sob a hipócrita alegação de “fins educativos” — a desrespeitar a lei ou a ordem instituidas. Se não fosse pelo fato de estes sites viverem sob investigação e na mira dos caçadores de delinquentes, já bastaria o fato de que eles costumam gerar muito tráfego, o que normalmente pode acabar por prejudicar um pouco os sites “limpos” que estejam na mesma máquina.

Por outro lado, servidores compartilhados podem implicar limitações às quais um usuário avançado não queira se sujeitar, por questões de segurança ou de meras políticas da empresa. Há hosts que não deixam nem mesmo que seus clientes instalem plugins de backup no WordPress, sejam quais forem suas razões. Logo, é sempre bom ter em mente o que você espera do servidor, e certificar-se de que vai ter isso antes de assinar o contrato.

Mas nada impede que você comece hospedando seu site em um servidor compartilhado, e que você vá crescendo junto com o seu provedor de hospedagem. De fato, todo mundo que cria um site fá-lo com o intuito de experimentar crescimento, tanto em visitação e importância quanto em rendimentos. Esteja certo que seu provedor de hospedagem seja capaz de entender suas necessidades de crescimento, e oferecer alternativas adequadas às diversas fases do amadurecimento do seu site. Certifique-se de que quando chegar a hora de você partir para um servidor dedicado você possa contar com o apoio técnico de que vai necessitar.

1152807_a_stored-pressure_fire_extinguisher_1Falando em suporte técnico, esta é outra questão importantíssima: o que é importante pra você? Ser atendido por telefone 24h por dia, 7 dias por semana? Ou falar diretamente com quem conhece profundamente os serviços que vende, e justamente por isso não está o tempo inteiro disponível para falar?

De fato, em termos de suporte técnico não há nada melhor do que o sistema de tickets, tanto para o cliente quanto para o fornecedor. Primeiro porque neste caso fica tudo registrado por escrito, fica fácil de saber quem disse o quê para quem e quando; no caso de mais de duas pessoas estarem envolvidas na conversa, todas têm acesso às mesmas informações e trechos de conversa equitativamente, diminuindo muito o ruido que se torna comum em situações de pendências técnicas.

Além disso, a comunicação por escrito implica uma outra vantagem: ambas as partes precisam aprender a ser claras e suscintas; no caso do cliente para garantir que seu problema seja compreendido pelo prestador de serviços, e no caso deste para garantir que o cliente compreenda suas explicações e possa crescer profissionalmente com a dificuldade que surgiu.

Essa ideia nos leva a uma outra: seu provedor de hospedagem é seu parceiro, você paga pelos serviços que ele presta, e ele provê serviços que permitirão que você cresça com seus negócios. Assim sendo, lembre-se que por mais que o seu site esteja passando por dificuldades, nada justifica grosserias ou ameaças. Se alguma política do seu provedor não está agradando totalmente, converse numa boa, mas não banque a Lady Kate, que só porque está pagando se acha no direito de desrespeitar o fornecedor.

Lembre-se: do outro lado (da linha, da tela, da rede) tem um ser humano, com emoções e sentimentos, exatamente como você.

Por fim, consulte a reputação da empresa que você está pensando em contratar. Pesquise nos buscadores, pergunte aos clientes atuais, informe-se, não tenha vergonha de expor sua curiosidade.

Seguindo estas orientações, é certo que você e seu provedor de hospedagem vão viver felizes para sempre.

Inspirado em: 9 Steps To A Happy Relationship With Your Hosting Provider

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  1. Achados na web #45 » Ladybug Brasil - Sobrevôos, descobertas, achados. - [...] Jânio fez um lindo post, lá na PortoFácil sobre como escolher seu provedor de hospedagem. Recomendo a leitura atenta ...

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