Este post foi publicado há mais de noventa dias, e as informações aqui contidas podem estar desatualizadas ou mesmo não terem mais nenhuma validade. Não nos responsabilizamos por eventuais mal entendidos.Imagem via Wikipedia
Um dos maiores inimigos da adoção dos plugins de cache para o WordPress é um outro plugin: o Landing Sites. Para quem não o conhece, dá para dizer resumidamente que ele identifica quando um visitante vem de algum mecanismo de busca e para este oferece alguma sorte de conteúdo diferenciado; por exemplo, os “paraquedistas” podem ser agraciados com mais publicidade, enquanto os visitantes normais são expostos a menos ou menores anúncios.
Particularmente, acho péssimo isto, simplesmente porque não devemos oferecer aos motores de busca um resultado diferente daquele que o usuário vai encontrar ao entrar na página.
Não obstante, quem gosta deste aplicativo abomina os plugins de cache porque eles cumprem justamente o seu papel: geram versões estáticas (ou seja, que não demandam nenhum processamento) das páginas do blog. Assim, se a visita que gerou o registro no cache tiver sido oriunda de um buscador todo mundo vai ver daquele momento em diante a página personalizada para aquele visitante; se for uma visita direta, ninguém vai ver nenhuma personalização, não importa se oriundo de buscadores ou não.
O Landing Sites, embora — reitero — eu não goste dele, é um plugin bacana, e se for bem utilizado pode impressionar e até render algumas visualiizações de página extra. Porém, em blogs de alta visitação ele é simplesmente péssimo para o servidor, por obrigar a uma quantidade de processamento muito além da realmente necessária.
Alguns números aproximados, para dar idéia.
Dos clientes da PortoFácil o blog que chamaremos de A tem cerca de 20.000 visitas diárias. O blog que chamaremos de B tem aproximadamente 3.000. Só que o blog A tem o 1BlogCacher instalado, enquanto que o blog B não o tem, por causa do Landing Sites. No relatório diário de consumo de CPU, o blog A nem aparece, porque consome menos de 1% do processamento, enquanto o blog B consome de 40% a 75% do processador.
Apenas para constar: estou pessoalmente monitorando todos os sites, e quando algum deles “atola” o servidor, eu o desabilito por alguns minutos, manualmente, até a carga voltar ao normal, e reabilito em seguida. Mas só o dono do site para saber o quanto essas paradas implicam no site, em termos de visitação ou de indexação.
Mas, como fazer para usufruir do melhor de dois mundos? Será possível dar ao visitante eventual um tratamento diferenciado do que se dá aos que estão retornando, sem abrir mão dos benefícios do cache?
Sim, há. Basta ter imaginação e algum conhecimento de JavaScript.
Conclusão: só não se beneficia do cache e o seu estupendo aumento de performance quem não quer; possibilidades existem, só que como tudo o que é bom na vida, elas dão trabalho.
