Na semana que passou os clientes da PortoFácil podem ter notado alguns problemas e instabilidades, todos ocasionados pela desativação do servidor Qumran (ver aqui e aqui).
Como esta mudança acabamos tendo dois tipos de problemas, que afetaram diretamente uma pequena fração das contas hospedadas na PortoFácil. Primeiro, eventuais problemas de DNS, uma vez que o Qumran era nosso servidor de DNS primário. Segundo, devido ao fato de a movimentação das contas ter sido feita para uma máquina que ainda não estava completamente otimizada, algumas poucas contas podem ter passado por lentidão e erros internos 500.
Um outro efeito colateral que ocorreu foi o mau funcionamento temporário dos endereços para abertura automática de tickets (veja aqui a lista completa), o que pode ter ocasionado alguma falha de comunicação involuntária entre a PortoFácil e os clientes.
Agora, tudo isso é passado.
Cabe, entretanto, esclarecer um pouquinho melhor sobre as dimensões dessa migração, bem como as causas efetivas da mudança.
De segunda até sexta-feira, em resumo, tivemos seis migrações de servidores, envolvendo cerca de seiscentas contas de clientes e mais de dois mil domínios. Pelo tamanho da movimentação, os problemas decorrentes podem ser considerados estatisticamente desprezíveis.
O que ocasionou esta mudança com menos preparação do que o plano inicial —a mudança que ocorreu em uma semana era pra ter acontecido durante todo o mês de abril — foi um problema de relacionamento com nosso antigo fornecedor, a Sagonet, com quem mantínhamos um relacionamento comercial desde 2001, sem que houvéssemos atrasado um único pagamento sequer.
Para começar, o Qumran não estava sendo lucrativo para a PortoFácil desde agosto de 2008. Mas nós vínhamos mantendo o servidor, tanto porque ele era estável quanto porque queríamos evitar o cancelamento da conta junto à Sagonet (além de desejarmos evitar os transtornos que essa migração certamente causaria). Mas quando a Spamhaus incluiu o nosso IP numa lista negra, sem que houvesse saído uma única mensagem não solicita de nosso servidor, sem que houvesse um único arquivo minimamente suspeito hospedado nele, a motivação para mudar aumentou. Quando ocorreu este problema imediatamente solicitamos providências à Sagonet, que levou uma semana para responder o ticket, respondendo, ainda por cima, de maneira nada satisfatória.
Resolvemos então cancelar a máquina, e usar o prazo que tínhamos, até o dia 20 de abril, prazo durante o qual o servidor já estava pago, para fazer a migração dos serviços calmamente. Entretanto, a Sagonet emitiu uma fatura adicional referente a mais dois meses de aluguel do servidor. Mas isto nem foi o pior, nauseabunda foi a maneira como responderam o pedido de cancelamento: “se não tem dinheiro para honrar seus compromissos, é melhor cancelar o serviço mesmo”. Como assim? Afinal, quando foi que atrasamos um único pagamento sequer?
Quando chegou a este ponto de absoluta falta de profissionalismo, resolvemos que não daria pra esperar até o fim do mês. Enviamos correspondência argumentando sobre o aspecto abusivo da “multa” após oito anos de relacionamento comercial, e imediatamente fizemos a transferência de tudo o que tinha na Qumran para uma máquina nova.
Foi a nossa sorte, pois a resposta à nossa mensagem foi: “tudo bem, você está isento da multa mas a máquina vai ser desligada em 24h”. Doze horas depois o servidor estava desligado.
Esta a razão pela qual a semana foi um tanto conturbada e os e-mails demoraram mais a ser respondidos.
Mas, agora, podemos seguir viagem apenas curtindo a paisagem: a tempestade passou, embora a maior parte dos passageiros não tenha nem sentido a menor turbulência.

Janio
Esse pessoal da SAGONET tava de má vontade. Total falta de profissionalismo mesmo.
Céus, que grosseria a desse povo!Ausência total de profissionalismo e, ainda pior, de educação.