Qualidade não se mede em gigabytes

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Recentemente o mercado de hospedagem de sites passou por uma grande comoção, primeiro devido à perda de dados de um famoso encurtador de URLs brasileiro, e em seguida pelo defacement de milhares de sites, de uma só vez, nos servidores da maior empresa do ramo no Brasil.

Sempre que uma situação dessas acontece é mais do que normal que clientes de serviços de hospedagem fiquem preocupados com seus fornecedores atuais, que reclamações surjam e — do lado de quem vende, como nós — que apareçam mais prospectos do que o habitual.

Meu amigo Daniel Becher (Via Hospedagem) e eu conversamos sempre sobre esse fenômeno, às vezes com uma certa tristeza pelo que nossos companheiros de profissão fizeram do mercado, sempre com pesar pelo fato de os clientes ignorarem como realmente funciona um serviço de hospedagem, e serem explorados, enganados, justamente por esse desconhecimento.

Criou-se na mente das pessoas uma cultura absurda de que pelo dinheiro que não dá para comprar um lanche tem que ser possível pagar a mensalidade de um serviço de hospedagem “ilimitado”. Não existe serviço de hospedagem ilimitado, na realidade, pelo simples fato de que websites rodam em computadores, que têm recursos físicos como memória RAM e espaço em disco; ora, qualquer um que tenha posto as mãos em um computador sabe que é impossível ter RAM ilimitada, disco ilimitado, ou capacidade de processamento ilimitada. Ilimitada, neste contexto, é a mesma coisa que infinito.

Alguns empresários do ramo perceberam que usar o “ilimitado” como argumento de venda poderia ser um belo tiro no pé, então resolveram voltar ao expediente antigo do overselling, que implica vender um mesmo recurso para mais de um cliente, na expectativa de que nenhum dos dois venha a usar o que contratou.

Lembro que há alguns meses um prospecto procurou a PortoFácil, indignado que seu hospedeiro da época o havia expulsado, mesmo ele não usando todos os recursos do contrato. “Eu tenho direito a 500GB de transferência mensal, mas uso só uns 130GB”, dizia ele. Era um plano de hospedagem compartilhada de R$ 5,90 mensais, que obviamente não dava conta de atender à demanda de processamento de um site de alta visitação.

Aqui na PortoFácil — e na Via Hospedagem, empresa co-irmã da PortoFácil especializada em hospedagem compartilhada e revendas — não existe nada “ilimitado” nem recursos que não podem ser entregues. Nem mesmo nossos VPSs que são sem medição: a limitação deles é diretamente na velocidade da placa de rede, que funciona como gargalo e impede que um cliente use mais do que temos condições de oferecer.

Nossos diferenciais são muito mais sutis, e provavelmente nunca vão convencer os clientes potenciais de megaempresas a assinar conosco: não oferecemos telefone 0800 de suporte 24h, não temos “chat” online disponível o tempo inteiro, nossos preços são mais altos.

Entretanto, aqui conosco o cliente não vai ser obrigado a falar com um atendente despreparado. Pelo contrário: se tiver algum problema, vai ser atendido diretamente por um especialista no assunto. Ao assinar um plano de hospedagem da PortoFácil, o cliente terá de graça uma consultoria em otimização de seu site, feita por quem entende do assunto. E quando um problema for eventualmente de mais difícil solução, o cliente não será obrigado a aturar um atendente que só sabe dizer “vou estar passando ao setor responsável” ou “nossos serviços estão passando por uma instabilidade”.

Por fim, nossos clientes têm acesso direto ao celular do dono da empresa. O cliente pode ligar quando quiser para reclamar, pedir ajuda ou convidar para um chopp (fica a dica, caros clientes, fica a dica).

Agora, resta a cada um — enquanto cliente ou fornecedor — saber qual modelo de negócios lhe é mais adequado. Para quem achar que o nosso é o melhor, nossas portas estão abertas.

Publicado por Janio Sarmento – 29 de setembro de 2010, em Blog, Conversa com o CEO

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